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segunda-feira, 23 de março de 2015

O povo é soberano: Apartheid será

Este mês, os israelitas foram às urnas. Quando o mundo achava que tinha chegado o fim do reinado de Benjamin Netanyahu, a vitória clara e inesperada deu uma mensagem cristalina ao mundo: Israel escolheu o Apartheid. 

E não devemos ter dúvidas em relação a isso. Nos últimos dias de campanha, quando  tudo apontava para um empate técnico, Netanyahu abriu o jogo e lançou as suas cartas mais poderosas: (1) colocaria em causa a relação com a presidência americana se fosse necessário para conseguir que não existisse qualquer tratado de paz com o Irão; (2) procurou assustar a população judaica dizendo que os árabes estavam a chegar em autocarros para votar em massa, o que demonstra um absoluto racismo em relação aos israelitas não judeus e, finalmente, (3) que se ganhasse garantiria que não permitiria a existência de um estado palestiniano ou o desmantelamento dos colonatos judaicos na Cisjordânia.

Com muita razão, alguns críticos disseram que este apelo ao voto era o equivalente a Mitt Romney ter dito às televisões para os brancos irem votar porque os pretos estavam a votar aos milhões. Não seria isto racismo? Obviamente que sim. Mas aparentemente está em voga em Israel.

Ao garantir que não existirá qualquer estado Palestiniano, ele está a negar o que se tinha comprometido com os Estados Unidos e a comprovar o que muitos - incluindo eu próprio - não tinham dúvidas. De que ele nunca esteve comprometido com uma solução de dois estados (ou sequer de um estado multi-nacional). Bibi parece ter como desejo último uma limpeza étnica de milhões de muçulmanos e cristãos para lá do rio Jordão, um pesadelo que nos cabe a todos impedir.

Sem uma solução de dois estados, sem o fim da ocupação e com um mandato claro por parte dos israelitas, a decisão está tomada. Israel mostra ao mundo aquilo que quem conhece o terreno já sabia ser verdade há muito tempo: Apartheid.

Uma tristeza para os milhões de israelitas e palestinianos que realmente desejam paz, segurança e progresso e vêm o seu futuro constantemente adiado pelos (aparentemente cada vez mais) fanáticos dos dois lados da muralha...

quarta-feira, 4 de março de 2015

Os cães amestrados de Netanyahu

Depois de muitos artigos a criticar as posições de Benjamin Netanyahu, chegou o dia em que tenha o felicitar. A ocasião foi a sua estrondosa actuação no palco da democracia norte-americana na tarde de ontem. Se na sua visita de 2011, as 28 ovações de pé dos congressistas e senadores ao seu discurso de 47 minutos já me deixaram de boca aberta[1], imaginem a minha reacção quando ontem vi o seu recorde de 1 ovação a cada 100 segundos descer para uns inimagináveis 90 segundos[2], algo que provavelmente nenhum líder estrangeiro alguma vez terá conseguido. Uma imagem realmente digna de ser vista, com a nata dos políticos americanos a comportarem-se ao mais alto nível de uma competição canina ou do partido comunista da Coreia do Norte. 

Que pena ele não aproveitar todo esse capital político para fazer alguma coisa útil pelo seu país e pelo mundo em vez de tentar sabotar tratados de paz...

domingo, 4 de janeiro de 2015

Netanyahu, de que tens medo?

Depois de ver negado o seu pedido de independência no Conselho de Segurança das Nações Unidas por um voto, a Palestina entregou a documentação para integrar o Tribunal Criminal Internacional (ICC) em Hague. A resposta do Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu não se fez esperar: reteve os impostos dos palestinianos (que Israel cobra em nome da Palestina) e já informou publicamente que nenhum soldado israelita "será arrastado para o ICC".

Depois de tantas acusações que fez no passado dos crimes de guerra do Hamas, da Fatah, da PFLP ou da DFLP, é difícil compreender porque motivo Bibi está tão preocupado. Isto deveria ser uma excelente oportunidade para colocar tudo em pratos limpos. Eu não tenho dúvidas de que o Hamas teria (terá?) muitas dificuldades em explicar muitas das suas acções. Pelos vistos, Netanyahu também não se sentirá muito confortável em aclarar as suas...

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Quem apoia o Hamas?

Se formos a acreditar nos que consistentemente apoiam toda e qualquer acção violenta do governo de Israel, toda a gente que mostre a mais pequena dúvida em relação à violência de Israel parece ser um apoiante fanático do Hamas. Afinal de contas, só mesmo um militante fundamentalista islâmico é que alguma vez se poderia emocionar com o sofrimento das crianças de Gaza. Alguém mais "humanista", como um comentador de um dos meus recentes artigos diz que "não choro nem um pouco a morte de um terrorista, mesmo que ele tenha 5 anos de idade". 

O nível de desumanidade que tenho encontrado nas caixas de comentários deste blogue tem-me ajudado a abrir os olhos em relação a um fenómeno estranhíssimo: o nível de violência que a generalidade das pessoas apoiam. Quer os que defendem Israel quer os que defendem a Palestina. É comum ver gente a desejar a morte de todos os Judeus, tanto como ver outros a clamarem pela homicídio de todos os Muçulmanos. Nunca quis acreditar que de um lado e doutro as principais motivações sejam algum tipo de instintos primários de anti-semitismo e islamofobia, mas talvez tenha que rever isso um destes dias.

Já aqui escrevi várias vezes sobre o Hamas, mas como alguns leitores insistem em acusar-me de apoiar o Hamas, aqui vai o que eu penso deles: O Hamas é uma organização terrorista. A sua legitimidade democrática (uma vez que ganharam as últimas eleições livres da Palestina) não altera o facto de utilizar tácticas terroristas, ou seja, é um grupo terrorista que não soube dar o salto para ser um partido político de pleno direito, como aconteceu a muitos outros movimentos terroristas espalhados pelo mundo. A execução sumária de várias pessoas acusadas de espiarem para Israel nos últimos meses, sem qualquer julgamento ou oportunidade de provar a sua inocência mostra o total desrespeito pelos mais básicos conceitos de justiça. Também não tenho dúvidas de que a ascensão do Hamas é o resultado directo da incompetência e corrupção da Fatah, o partido de Yasser Arafat, assim como da política de violência indiscriminada de Israel que resultou na primeira intifada.


Shimon Peres e Mahmoud Abbas
O Hamas cresce por cada nova guerra com Israel. Para o mundo árabe, a sua legitimidade enquanto único poder em todo o mundo islâmico que ainda luta contra Israel torna-o especial aos olhos da população árabe e muçulmana. Noutras ocasiões, foi o Hizbullah que conseguiu esse tipo de unanimidade, mas logo a seguir a 2006, quando teve o seu pico de popularidade, a sua energia vem-se perdendo e vê-se agora envolvido na guerra civil Síria do lado do exército de Bashar Al Assad, ou seja, a lutar contra os muçulmanos Sunitas quer moderados quer fundamentalistas. 

Pelo contrário, a Fatah e o seu líder Mahmoud Abbas, vão perdendo apoio enquanto mantém a difícil tarefa de controlar a sua população nestas alturas difíceis em que os palestinianos vêm o seu povo a ser bombardeado em Gaza. São obviamente vistos como colaboracionistas e como fracos, e quando a sua política de apaziguamento é traída pelo anúncio de novos colonatos israelitas na Cisjordânia, onde meio milhão de judeus já se encontram em colonatos ilegais, a sua legitimidade cai por terra.

Se o Hamas beneficia politicamente de cada nova guerra, que é que dá ao Hamas essa oportunidade a cada par de anos senão Israel? Talvez pudesse ser apenas por estupidez e incompetência. Afinal de contas, logo nos primeiros dias de guerra já dava para saber que o Hamas sairia politicamente vitorioso e que o governo de Israel sairia derrotado

Agora lemos os jornais israelitas a atirarem em cima de Benjamin Netanyahu[1], que já teve que despedir um dos seus ministros[2], enquanto do outro lado do muro as sondagens dão agora vitória ao Hamas numa eventual eleição palestiniana[3] algo que não surpreenderá quem viu a festa espontânea feita em Gaza assim que o cessar-fogo foi anunciado.

Se eu, que não tenho qualquer experiência política consegui facilmente e sem quaisquer dúvidas prever este desfecho como é que Netanyahu e o seu governo não o conseguiram? Provavelmente não será estupidez ou incompetência, apenas algum aventureirismo e uma continuação da famosa política de "corte de relva", ou seja, Israel não pretende resolver problema nenhum, apenas manter o status quo, impedir a criação do estado palestiniano, manter o Hamas politicamente forte e militarmente fraco e a Fatah comprometida e desacreditada enquanto lhe vai roubando território, um colonato de cada vez.

Quem apoia o Hamas? Eu não sou de certeza. Israel, a avaliar pelos seus actos, talvez...  

terça-feira, 29 de julho de 2014

Bombardeamento preciso e os escudos humanos...


Mais uma fotografia onde fica claro o que é um "bombardeamento preciso" e os altíssimos níveis de preocupação com os civis por parte do exército israelita.

À data de hoje: 1065 mortos, pelo menos 795 são civis entre os quais 229 crianças[1].   



sexta-feira, 25 de julho de 2014

Mais uma derrota para Israel...

Gaza 2014 - Imagem BBC
A cada dia que passa, o mundo mostra-se mais chocado com as imagens de de crianças mortas pelos ataques israelitas. A cada dia mais inocentes pagam por crimes que não cometeram. A maior prisão do mundo, o território de Gaza, com milhões de árabes fechados por todos os lados e sem qualquer hipótese de uma vida digna ou de um futuro para os seus filhos são bombardeados sem cerimónia por um dos mais avançados exércitos do mundo e, de longe, o mais poderoso do Médio Oriente. 

No final, centenas ou milhares de civis estarão mortos, umas dezenas de jovens militares israelitas também. Mais uma geração de palestinianos crescerá imersa no ódio a Israel e disposta a ouvir quem quer que lhe mostre alguma compreensão e apoio, sejam eles nacionalistas, comunistas, nazis ou fundamentalistas. Mais uma geração de israelitas terá lutado numa guerra que é apenas mais um capítulo da militarização total e absoluta do seu país, onde praticamente todas as grandes figuras políticas são antigos generais, heróis de guerra e líderes terroristas judaicos.
Exército Israelita - Invasão de Gaza 2014

Mais uns milhões de pessoas pelo mundo fora compreenderão quem são os agressores e quem são as vítimas. E a balança política que começou a virar desde a primeira intifiada continuará a pender cada vez mais para o lado dos palestinianos até que o mundo se decida a tratar Israel por aquilo que realmente é: um Apartheid!

sábado, 5 de outubro de 2013

US cowardice will let Israel’s isolated right off the hook

Mais uma vez, Robert Fisk e a sua experiência única de Médio Oriente num brilhante artigo de opinião no The Independent.


US cowardice will let Israel’s isolated right off the hook



These are hard times for the Israeli right. Used to bullying the US – and especially its present, shallow leader – the Likudists suddenly find that the whole world wants peace in the Middle East rather than war. Brits and Americans didn’t want to go to war in Syria. Now, with the pleasant smile of President Rouhani gracing their television screens, fully accepting the facts of the Jewish Holocaust – unlike his deranged and infantile predecessor – the Americans (75 per cent, if we are to believe the polls) don’t want to go to war with Iran either.

Having, live on television, forced President Obama to grovel to him on his last trip to the White House – Benjamin Netanyahu brusquely told him to forget UN Security Resolution 242, which calls for a withdrawal of Israeli forces from lands occupied after the 1967 war – the Israeli Prime Minister did a little grovelling himself on Monday. He no longer called for a total end to all Iranian nuclear activities. Now it was only Iran’s “military nuclear programme” which must be shut down.
And, of course, like Iraq’s “weapons of mass destruction programme” which President George W Bush had to invent when the weapons themselves turned out to be an invention, we still don’t know if Mr Netanyahu’s version of Iran’s “military nuclear programme” actually exists.
What we do know is that when Mr Rouhani started saying all the things we had been demanding that Iran should say for years, Israel went bananas. Mr Netanyahu condemned him before he had even said a word. “A wolf in sheep’s clothing.” Even when Mr Rouhani spoke of peace and an end to nuclear suspicions, Israel’s “Strategic Affairs” Minister – whatever that means – said time had run out for future negotiations. Yuval Steinitz claimed that “if the Iranians continue to run [their nuclear programme], in another half a year they will have bomb capability”.

Mr Netanyahu’s own office joined in the smear campaign.

“One must not be fooled by the Iranian President’s fraudulent words,” one of Mr Netanyahu’s men sneered. “The Iranians are spinning in the media so that the centrifuges can keep on spinning.”
The Rouhani speech was “a honey trap”. Mr Netanyahu himself said Mr Rouhani’s address to the UN, a speech of immense importance after 34 years of total divorce between Iran and the US, was “cynical” and “totally hypocritical”.

Israel Hayom, the Likudist freesheet, dredged up – yet again – the old pre-Second World War appeasement argument that the Israeli right have been reheating for well over 30 years. “A Munich wind blows in the west,” the paper said.
Perhaps it had its effect. If he was not so frightened of Israel – as most US administrations are – President Obama might actually have shaken hands with Mr Rouhani last week; though Mr Rouhani himself might have preferred not to touch the hand of the “Great Satan” too soon. Instead, President Obama settled for a miserable phone call and proved that he knew how to say goodbye in Farsi. Pathetic is the word for it.
In the past, Arab delegates would storm out of the UN General Assembly when Israelis took the stand. When the crazed President Ahmadinejad spoke, Western nations and the Israelis stormed out. But when Mr Rouhani came to speak, Western nations crowded into the chamber to hear him. But Israel stormed out.
“A stupid gesture,” according to that wise old Israeli sage, writer and philosopher Uri Avnery. “As rational and effective as a little boy’s tantrum when his favourite toy is taken away. Stupid because it painted Israel as a spoiler, at a time when the entire world is seized by an attack of optimism after the recent events in Damascus and Tehran. Stupid, because it proclaims the fact that Israel is at present totally isolated.”

Mr Avnery’s contention is Israel wanted two wars, the first against Syria, the second against Iran.

As he wrote last week, when Congress hesitated to strike Damascus, “the hounds of hell were let loose. Aipac (the largest Likudist pro-Israeli lobby group in the US) sent its parliamentary rottweillers to Capitol Hill to tear to pieces any senator or congressman who objected”.

Yet at the White House on Monday, the Israeli Prime Minister had calmed down. I doubt if it will last. Israel, I suspect, will do everything it can to cut down Mr Rouhani’s overtures, whatever American public opinion might say.

For there was President Obama at Monday’s meeting, praising Mr Netanyahu for his support for a two-state solution. And what did President Obama actually say? That there was “a limited amount of time to achieve that goal”.

So why was there only a “limited amount of time”? Not a single scribe asked the poor fellow.

There is, of course, only a “limited amount of time” – in my view, no time at all – to achieve this illusory goal because the Netanyahu government is thieving, against all international law, yet more Palestinian Arab land for Jews and Jews only, at a faster rate than ever, to prevent just such a Palestinian state ever existing.
The Israeli right are well aware of this. And when President Obama can’t even explain this weird “limited amount of time”, the Israelis know that he is still a groveller. This is what real “appeasement” is all about. Fear.

And even if President Obama had the courage to say boo to a goose in his final term in office, you can be sure that Madame Clinton – to quote Sir Thomas More – doesn’t have the spittle for it. For she wants to be the next appeaser-president.

The Likudists have isolated Israel from the world just now but be sure American cowardice will let them off the hook.


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

E porque não em Las Vegas?

Thomas Friedman - New York Times
Thomas Friedman é um escritor e jornalista do New York Times, vencedor de três prémios Pulitzer[1] e reconhecido judeu americano pró-israelita. Durante anos foi uma das vozes que esteve ao lado do massivo apoio financeiro, diplomático e militar a todos os governos israelitas, mas nos últimos anos começou a tornar-se cada vez mais crítico do governo Netanyahu e da interferência contínua dos lóbis israelitas na política americana (em especial o AIPAC).

Com a aproximação das eleições presidenciais americanas, iniciou-se também o humilhante processo que cada candidato tem que fazer para conseguir o apoio do lóbi judeu. Juras de amor eterno, visitas a Israel, promessas de, não só, não interferirem no processo de colonização da Cisjordânia, mas até de o apoiarem (mesmo sendo totalmente ilegal aos olhos das Nações Unidas), e ajudando a bloquear definitivamente o processo de paz. Desta vez é Romney que visita Netanyahu na companhia dos financeiros judeu-americanos (Sheldon Adelson entre outros), mas em breve teremos Obama também a beijar a mão aos padrinhos, um a um. E Friedman pergunta: se isto é mesmo tudo só por dinheiro, porque não reunirem-se em Las Vegas?

(Fonte: New York Time)

Why Not in Vegas?

I’ll make this quick. I have one question and one observation about Mitt Romney’s visit to Israel. The question is this: Since the whole trip was not about learning anything but about how to satisfy the political whims of the right-wing, super pro-Bibi Netanyahu, American Jewish casino magnate Sheldon Adelson, why didn’t they just do the whole thing in Las Vegas? I mean, it was all about money anyway — how much Romney would abase himself by saying whatever the Israeli right wanted to hear and how big a jackpot of donations Adelson would shower on the Romney campaign in return. Really, Vegas would have been so much more appropriate than Jerusalem. They could have constructed a plastic Wailing Wall and saved so much on gas.

The observation is this: Much of what is wrong with the U.S.-Israel relationship today can be found in that Romney trip. In recent years, the Republican Party has decided to make Israel a wedge issue. In order to garner more Jewish (and evangelical) votes and money, the G.O.P. decided to “out-pro-Israel” the Democrats by being even more unquestioning of Israel. This arms race has pulled the Democratic Party to the right on the Middle East and has basically forced the Obama team to shut down the peace process and drop any demands that Israel freeze settlements. This, in turn, has created a culture in Washington where State Department officials, not to mention politicians, are reluctant to even state publicly what is U.S. policy — that settlements are “an obstacle to peace” — for fear of being denounced as anti-Israel. 
      
Add on top of that, the increasing role of money in U.S. politics and the importance of single donors who can write megachecks to “super PACs” — and the fact that the main Israel lobby, Aipac, has made itself the feared arbiter of which lawmakers are “pro” and which are “anti-Israel” and, therefore, who should get donations and who should not — and you have a situation in which there are almost no brakes, no red lights, around Israel coming from America anymore. No wonder settlers now boast on op-ed pages that the game is over, they’ve won, the West Bank will remain with Israel forever — and they don’t care what absorbing all of its Palestinians will mean for Israel’s future as a Jewish democracy. 
      
It is into this environment that Romney wandered to add more pandering and to declare how he will be so much nicer to Israel than big, bad Obama. This is a canard. On what matters to Israel’s survival — advanced weaponry and intelligence — Defense Minister Ehud Barak told CNN on Monday, “I should tell you honestly that this administration under President Obama is doing in regard to our security more than anything that I can remember in the past.” 
      
While Romney had time for a $50,000-a-plate breakfast with American Jewish donors in Jerusalem, with Adelson at his elbow, he did not have two hours to go to Ramallah, the seat of the Palestinian Authority, to meet with its president, Mahmoud Abbas, or to share publicly any ideas on how he would advance the peace process. He did have time, though, to point out to his Jewish hosts that Israelis are clearly more culturally entrepreneurial than Palestinians. Israel today is an amazing beehive of innovation — thanks, in part, to an influx of Russian brainpower, massive U.S. aid and smart policies. It’s something Jews should be proud of. But had Romney gone to Ramallah he would have seen a Palestinian beehive of entrepreneurship, too, albeit small, but not bad for a people living under occupation. Palestinian business talent also built the Persian Gulf states. In short, Romney didn’t know what he was talking about.
On peace, the Palestinians’ diplomacy has been a fractured mess, and I still don’t know if they can be a partner for a secure two-state deal with even the most liberal Israeli government. But I do know this: It is in Israel’s overwhelming interest to test, test and have the U.S. keep testing creative ideas for a two-state solution. That is what a real U.S. friend would promise to do. Otherwise, Israel could be doomed to become a kind of apartheid South Africa. 
      
And here is what I also know: The three U.S. statesmen who have done the most to make Israel more secure and accepted in the region all told blunt truths to every Israeli or Arab leader: Jimmy Carter, who helped forge a lasting peace between Israel and Egypt; Henry Kissinger, who built the post-1973 war disengagement agreements with Syria, Israel and Egypt; and James Baker, who engineered the Madrid peace conference. All of them knew that to make progress in this region you have to get in the face of both sides. They both need the excuse at times that “the Americans made me do it,” because their own politics are too knotted to move on their own. 
      
So how about all you U.S. politicians — Republicans and Democrats — stop feeding off this conflict for political gain. Stop using this conflict as a backdrop for campaign photo-ops and fund-raisers. Stop making things even worse by telling the most hard-line Israelis everything that they want to hear, just to grovel for Jewish votes and money, while blatantly ignoring the other side. There are real lives at stake out there. If you’re not going to do something constructive, stay away. They can make enough trouble for themselves on their own.