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quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Obrigado Cristiano!

Onde quer que eu vá, na aldeia mais remota do deserto do Sahara, às espectaculares metrópoles do Médio Oriente, das belas capitais europeias aos confins da Índia, Cristiano Ronaldo chega sempre antes de mim.

Obrigado Cristiano!









quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A rota suicida do futebol


Sou um amante do futebol. Não sou um especialista no assunto, não leio os jornais desportivos diariamente, não quero que o meu clube ganhe a qualquer preço, mas sofro durante umas horas por semana e tenho os ataques de alegria e tristeza próprios de quem é apaixonado por este desporto.

É por isso que vejo com grande tristeza os clubes portugues (e não só...) a manterem um caminho que os levará inevitavelmente à ruína. Os líderes dos pequenos e grandes clubes portugueses comportam-se como se as receitas televisivas fossem aumentar para sempre, quando na realidade já cairam; como se a os juros fossem ficar baixos para sempre, quando os spreads já são altíssimos; como se os compradores estrangeiros dos passes dos jogadores fossem continuar a pagar mais e mais, quando na realidade já só uns poucos clubes detidos por sheikhs árabes mantêm esse tipo de saúde financeira.

Serei só eu que acho que os clubes portugueses têm que começar a vender enquanto os jogadores ainda têm valor? A crise que atravessa a europa, e Portugal em particular, vai inevitavelmente chegar ao futebol. Os bancos têm menos dinheiro para emprestar e o que emprestam é mais caro. Os adeptos estão mais cautelosos por terem visto os seus rendimentos decrescerem e as nuvens negras persistirem no horizonte. E o mercado das receitas televisivas caiu desenfreadamente pois as empresas estão a apertar o cinto, nomeadamente nos custos não-operacionais como é a publicidade.

Mesmo que isso custe desportivamente, os clubes portugueses - grandes e pequenos - têm urgentemente que colocar um travão no caminho da dívida descontrolada. Não é a primeira vez que o fazem, mas em melhores períodos o povo português apoiou (ou forçou) o Estado a intervir com perdões duvidosos aos clubes. Neste momento, tenho sérias dúvidas de que o povo exigisse isso. Pelo contrário. Eu - e acredito que milhões de outros portugueses pensarão da mesma forma - preferia ver o meu clube a afundar-se até aos distritais a ver o estado a derreter mais umas largas centenas de mihões de euros para garantir que continuamos a ter aqui alguns dos melhores clubes e jogadores do mundo.

Neste momento, muitos dos jogadores dos clubes nacionais ainda têm bastante valor de mercado. Mas bastam algumas notícias declarando a iminente falência de um deles para os seus jogadores entrarem em saldo. E alguém têm dúvidas de que isso pode acontecer? Reduzam o ritmo e valor das compras, mantenham as vendas e apostem na formação de jogadores. Já!

Onde estão hoje o Campomaiorense, o Boavista, o Salgueiros e o Estrela da Amadora? Infelizmente não ficarei surpreendido quando um dos três grandes se juntar a esta lista.