quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

War Thunder

Game Review

O meu interesse por simuladores de voo tem andado muito por baixo nos últimos anos. Embora tenha experimentado vários, houve apenas um que realmente me me cativou, que foi o Red Baron[1], passado na primeira guerra mundial e, obviamente, usando como pano de fundo o grande ás da aviação alemã da Grande Guerra, o Barão Manfred von Richthofen[2].

Mas para quem gosta tanto de história de segunda guerra mundial, talvez fosse mesmo inevitável que acabasse por aparecer um que me enchesse as medidas. Da autoria da empresa russa Gaijin, apresento-vos o War Thunder[3], com algumas das imagens mais espectaculares de Spitfires contra Bf 109 E, Zeros contra P-51 Mustang, FW-190[4] e os bombardeiros de mergulho Ju 87[5]. O jogo é de graça, online e com milhares jogadores envolvidos. Verdadeiramente espectacular. Let's look at the trailer... 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Wings of the Luftwaffe - Ju 87 Stuka

Ju 87 Stuka
Já aqui antes trouxe uma das minhas séries preferidas sobre a Segunda Guerra Mundial, Wings of the Luftwaffe, neste episódio sobre um dos mais míticos aviões da história, o bombardeiro de mergulho Ju 87 Stuka. Um produto de propaganda com as suas sirenes que causaram o pânico às tropas e tanques desde as batalhas da Polónia de 1939 até quase ao fim da guerra, quando o Stuka era armado com um enorme canhão para destruir tanques soviéticos.

Embora deixe para esta série a verdadeira e completa história dos Stukas, não resisto a falar de um homem que será certamente um dos maiores ases da história da aviação: Hans-Ulrich Rudel[1]. Este piloto alemão tornou-se no mais medalhado militar alemão da guerra e sobreviveu-lhe tendo falecido já nos anos 80 do século XX. Entre os seus alvos destruídos estão mais de 500 tanques, 1 navio destroyer, 2 cruisers e um couraçado soviético. Ainda mais surpreendente foi o facto de, depois de ver uma perna amputada em Fevereiro de 1945 depois de o seu avião sido abatido por anti-aéreas, ter regressado aos combates conseguindo destruir mais 26 tanques antes do final da guerra. Continuou a utilizar o Stuka quando este já era considerado uma peça de museu e quando a Luftwaffe já praticamente não existia, embora tenha mesmo no final utilizado também uma variante do FW-190[2].

Mais um documentário a não perder para quem gosta da história deste período.



Um ano de blogging

Escrever ajuda-me a organizar as ideias. Permite que estas fiquem gravadas na pedra e possam ser confrontadas mais tarde. Em algumas situações falhei redondamente (acreditava por exemplo que Alexis Tsipras ganharia as eleições na Grécia o que poderia marcar o início do fim da europa[1]). Noutras as minhas palavras parecem ter seguido o caminho até à rua e tornaram-se realidade, como quando imediatamente a seguir ao anúncio da descida da TSU falei de um "Triunfo do Derrotismo"[2]. Pouco tempo depois as ruas encheram-se para a maior manifestação desde a revolução de Abril.

Muitos dos meus artigos são opiniões e comentários a livros e notícias. São uma forma de ventilar o que me vai na alma depois de cada livro ou no rescaldo dos eventos que se vão passando em Portugal e no mundo. Em alguns casos consegui dedicar um pouco mais de tempo e segui uma rota mais de jornalismo de investigação. Orgulho-me particularmente do artigo escrito sobre o Caso Red Bull[3] que representou um esforço inédito da minha parte e será provavelmente o mais exigente de todos os artigos que escrevi. Também fez-me compreender um pouco melhor o trabalho dos verdadeiros jornalistas e a dificuldade em encontrar provas que garantam a solidez de cada frase escrita. Os meus leitores parecem ter apreciado o esforço e brindaram este artigo como o mais lido de sempre, batendo o do Costa Concordia[4] que detinha o título desde a primeira semana do blog.

O Médio Oriente também tem sido um dos meus temas preferidos. Tive a rara oportunidade de viver alguns anos na Palestina, para além de, desde 2006, ter passado grande parte do meu tempo pela região. O blog permitiu-me por isso ir também registando algumas das minhas aventuras por essas bandas. Por vezes tenho medo que com o passar dos anos algumas dessas ideias e imagens se percam para sempre por isso, a um nível muito pessoal, contar o meu primeiro dia na Palestina[5] ou as minhas interacções com a AK-47[6] ou os Merkava[7].

A todos os meus leitores, apoiantes, críticos e adversários um sincero agradecimento pelo vosso interesse e pelos vossos comentários.